Quinta-feira, 2 Julho 2009
Com “All of my days”, uma das canções da banda sonora que o Alexi Murdoch, cuja música me remete para a do Nick Drake, compôs para o último filme do Sam Mendes, “Away we go”.
Com “All of my days”, uma das canções da banda sonora que o Alexi Murdoch, cuja música me remete para a do Nick Drake, compôs para o último filme do Sam Mendes, “Away we go”.
“Estava pronta. Olhava com uma gravidade de sobrancelhas franzidas para o espelho e parecia satisfeita. Sim, estava bem. Vestia uma comprida e pesada saia de tweed, que lhe escondia as pernas. Os saltos altos faziam-lhe sobressair levemente os tornozelos. E agora o chapéu. Era cinzento, de copa baixa, abas largas. Quando o punha sobre a cabeça esguia transformava-se numa mulher de quarenta anos - numa branca, histérica, hipocondríaca genuflectora de igreja. A aba larga sobre a testa agitada, a intensidade emotiva infantil, o medo, o desejo religioso - que pena tudo aquilo fazia! Enquanto ele, o judeu gasto, por barbear, pecador, pondo-lhe em perigo a redenção - apertou-se-lhe o coração. Mas ela mal o fixava. Pusera o casaco com a gola de esquilo e procurava, por baixo, ajustar os enchumaços dos ombros. Aquele chapéu!”
Eu já gostava deste dia de balanço da semana que termina e de antevisão do fim de semana que se avizinha. Mas, de há uns meses para cá, as sextas passaram a ser, além do mais, dia de ouvir o “Governo Sombra”, um programa da TSF, com a participação de Carlos Vaz Marques, Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares que, com inteligência, sentido crítico e um imenso humor, conversam acerca da semana que passou e das notícias que a marcaram.
Ainda não tínhamos pensado muito sobre o assunto. Mas decidimos votar nas eleições para o parlamento europeu.
Hoje mais do que ontem.
Não porque nos sintamos particularmente identificados com os candidatos ou com as suas propostas, estas mais nacionais, do que europeias.
Mas porque, numa altura em que alguns governos dos países da união e as suas populações têm vindo a colocar cada vez mais em causa a integração europeia, defendemos e interessamo-nos pela ideia de uma Europa unida.
A propósito:
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