Era uma vez um touro sossegado que, em vez de ocupar o tempo a marrar nos outros touros
gostava de se sentar à sombra de um sobreiro a apreciar o cheiro das fores.
Era uma vez um touro sossegado que, em vez de ocupar o tempo a marrar nos outros touros
gostava de se sentar à sombra de um sobreiro a apreciar o cheiro das fores.
Bebi chá gelado, matei saudades, cortei o cabelo
e ofereci-me novos fatos de banho a pensar nos dias de praia que se aproximam.
- A gata transformou-se paulatinamente no bode expiatório para grande parte das supostas ou imaginadas asneiras da pequena.
Começa aqui o processo espinhoso que implica aprender a assumir, perante nós e perante os outros, com verdade e inteiramente, todas as nossas escolhas e opções.
- Faz-nos queixas, quer dos colegas da escola, quer das personagens das suas brincadeiras de faz de conta.
Falo, julgo eu, para se auto validar, pretendendo confirmar, através de comportamentos reais ou imaginados que imputa aos outros, as fronteiras entre o social e familiarmente aceite e tudo o que entendemos como incorrecto.
Por outro lado, experimenta o dilema (que provavelmente teremos de ajudar a resolver) do binómio fidelidade/infidelidade na amizade.
Diz-nos ainda do caminho que tem de fazer no sentido de aprender o difícil equilíbrio entre a resolução autónoma dos problemas que tenha com os seus pares e a certeza de que pode sempre contar connosco para falar sobre o que entenda.
São também assim estes três anos e meio, tão maravilhosos quanto desconcertantes.
“Here it goes again”
Por vezes (como se viu pelos dois últimos posts) as pessoas em geral desesperam-me.
Já as coisas (e algumas pessoas em particular) essas têm um maior de poder de encantamento.
Este videoclip, não sendo do género de encantar, diverte, refresca e reclama por festa.
Uma responsável da DREN e outro do Ministério da Educação disseram recentemente que, tendo os alunos o seu “direito ao sucesso”, as escolas devem ponderar excluir da correcção dos exames nacionais os professores que atribuam resultados, para a primeira, abaixo da média, para o segundo, abaixo ou acima da média.
O que estes senhores querem é eliminar a própria noção de média, já que com isto teríamos uma população estudantil que, submetida a exame, obtinha um generalizado, amorfo, formatado e absolutamente irrelevante 50%.
Desta forma teríamos (ou teremos), até aos 16 anos, alunos com o seu direito ao sucesso e, logo depois, delinquentes a quem o Estado paga as multas em que meses antes os condenou.
Há uns meses escrevi este post, por ter achado a situação insólita, descabida e, julguei eu, reveladora da falta de noção e senso de parte da população.
Descobri há dias que afinal a ingénua era eu.
Não é que o Instituto da Segurança Social, sob a tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social se propõe efectivamente pagar, não apenas as dívidas dos que não cumprem os contratos que celebram, como também pagar as penas de multa em que são condenados os beneficiários com dificuldades económicas por terem, por exemplo, batido em A, sequestrado B ou atropelado mortalmente e com culpa C !
Ora, em que é que isto se traduz exactamente?
Em tempos, depois da comunidade se ter organizado e de ter constituído um Estado de Direito, este entendeu criar umas proibições com vista a tornar possível a vida em sociedade: não bater, não privar ninguém da sua liberdade, não matar por ter desrespeitado regras estradais, etc.