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	<title>Comentários em: Aborto (III)</title>
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	<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 10:27:36 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Rita Correia</title>
		<link>http://elsacastelo.net/?p=105#comment-216</link>
		<dc:creator>Rita Correia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2007 17:22:32 +0000</pubDate>
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		<description>Essa questão dos custos da penalização e consequências directas para o estado, tem sido muito mal explicada pelos movimentos do SIM (de que eu faço parte), e vergonhosamente manipulada pelos defensores do não.

A maioria das pessoas, erradamente, é levada a crer que a despenalização será um grande encargo para o estado, e comprometerá o (ir)regular funcionamento do serviço nacional de saúde. 
No entanto, os custos que o estado tem tido com esta penalização passam por intervenções cirúrgicas e internamentos em mulheres que sofreram abortos clandestinos, crianças institucionalizadas, rendimentos mínimos a famílias sem condições sócio-económicas nem psicológicas para terem filhos, etc...
A outro nível, o custo da penalização para os cofres de estado é avultadíssimo: o "crime contra a vida intrauterina" envolve três fases e custos muito elevados.
Na fase de inquérito temos: participação criminal, mobilização de agentes policiais para  investigação, inquirição de testemunhas e mulher arguida, exames periciais, relatório policial, acusação do ministério público.
Esta fase envolve bastantes funcionários do aparelho jucidial: agentes da polícia, magistrados do MP, médico, etc...
Se o processo chegar a fase de instrução, envolve nova audição de testemunhas, interrogatório, novo exame pericial, debate instrutório e despacho de pronúncia...
E ainda não chegámos ao Julgamento!
Quais serão os custos de tudo isto, comparado com o custo de um comprimido de misoprostol, administrado nos serviços públicos de saúde, mediante vigilância médica e sem recurso a internamento?
Se querem fazer as contas, então façam as contas disto...
Porque SIM!

Obrigada à Elsa pela possibilidade pública de debate civilizado!
:)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa questão dos custos da penalização e consequências directas para o estado, tem sido muito mal explicada pelos movimentos do SIM (de que eu faço parte), e vergonhosamente manipulada pelos defensores do não.</p>
<p>A maioria das pessoas, erradamente, é levada a crer que a despenalização será um grande encargo para o estado, e comprometerá o (ir)regular funcionamento do serviço nacional de saúde.<br />
No entanto, os custos que o estado tem tido com esta penalização passam por intervenções cirúrgicas e internamentos em mulheres que sofreram abortos clandestinos, crianças institucionalizadas, rendimentos mínimos a famílias sem condições sócio-económicas nem psicológicas para terem filhos, etc&#8230;<br />
A outro nível, o custo da penalização para os cofres de estado é avultadíssimo: o &#8220;crime contra a vida intrauterina&#8221; envolve três fases e custos muito elevados.<br />
Na fase de inquérito temos: participação criminal, mobilização de agentes policiais para  investigação, inquirição de testemunhas e mulher arguida, exames periciais, relatório policial, acusação do ministério público.<br />
Esta fase envolve bastantes funcionários do aparelho jucidial: agentes da polícia, magistrados do MP, médico, etc&#8230;<br />
Se o processo chegar a fase de instrução, envolve nova audição de testemunhas, interrogatório, novo exame pericial, debate instrutório e despacho de pronúncia&#8230;<br />
E ainda não chegámos ao Julgamento!<br />
Quais serão os custos de tudo isto, comparado com o custo de um comprimido de misoprostol, administrado nos serviços públicos de saúde, mediante vigilância médica e sem recurso a internamento?<br />
Se querem fazer as contas, então façam as contas disto&#8230;<br />
Porque SIM!</p>
<p>Obrigada à Elsa pela possibilidade pública de debate civilizado!<br />
:)</p>
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		<title>Por: mário venda nova</title>
		<link>http://elsacastelo.net/?p=105#comment-215</link>
		<dc:creator>mário venda nova</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2007 17:02:00 +0000</pubDate>
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		<description>Está estatísticamente provado que a diminuição do crime nos Estados Unidos na década de 90 está relacionada com a legalização do aborto, cerca de 15 anos antes. É terrível o que se esconde por trás desta conclusão mas lógico, se é verdade que a lógica é uma coisa fria e sem sentimentos não é menos verdade que deixar uma criança nascer pelo simples acto de nascer, sem amor, no seio de uma família desmembrada e sem possibilidades de fuga a uma vida de sofrimento e maus tratos, é muito mais...ilógico. Eu prefiro saber que a criança que não nasce, "vitíma" de aborto, é menos uma criança abusada e infeliz. 
Já agora parabéns por estes textos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está estatísticamente provado que a diminuição do crime nos Estados Unidos na década de 90 está relacionada com a legalização do aborto, cerca de 15 anos antes. É terrível o que se esconde por trás desta conclusão mas lógico, se é verdade que a lógica é uma coisa fria e sem sentimentos não é menos verdade que deixar uma criança nascer pelo simples acto de nascer, sem amor, no seio de uma família desmembrada e sem possibilidades de fuga a uma vida de sofrimento e maus tratos, é muito mais&#8230;ilógico. Eu prefiro saber que a criança que não nasce, &#8220;vitíma&#8221; de aborto, é menos uma criança abusada e infeliz.<br />
Já agora parabéns por estes textos.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Sandra</title>
		<link>http://elsacastelo.net/?p=105#comment-214</link>
		<dc:creator>Sandra</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2007 16:11:12 +0000</pubDate>
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		<description>não sei se será defeito profissional, mas também faço essa pergunta - que continua sem resposta - muitas muitas vezes... :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não sei se será defeito profissional, mas também faço essa pergunta - que continua sem resposta - muitas muitas vezes&#8230; :)</p>
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	<item>
		<title>Por: Cláudia</title>
		<link>http://elsacastelo.net/?p=105#comment-213</link>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2007 10:58:29 +0000</pubDate>
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		<description>Os três textos estão extremamente claros. Gostei. Era nesta base que a discussão deveria ser conduzida. 
Não conheço os números aqui na Holanda, mas o que é certo é que o mesmo sistema que permite a realização do aborto, incentiva que as mães fiquem em casa com as crianças até aos 4 anos (pode ser até por razões economicistas...).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os três textos estão extremamente claros. Gostei. Era nesta base que a discussão deveria ser conduzida.<br />
Não conheço os números aqui na Holanda, mas o que é certo é que o mesmo sistema que permite a realização do aborto, incentiva que as mães fiquem em casa com as crianças até aos 4 anos (pode ser até por razões economicistas&#8230;).</p>
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