Alguns pressupostos básicos que me parecem de registar:
- A vida do embrião encerra um valor que é e deve ser estimado pela comunidade;
- Porém, a paternidade e a maternidade devem ser plenamente assumidas e responsáveis antes e depois do nascimento. Cabe às mulheres e ao homem o poder de planear as suas vidas e de terem os filhos que pretendem.
“Ser mãe e ser pai é um projecto, ser criança desejada é um direito”;
- No actual contexto de crescente integração europeia e de crescente aproximação aos padrões de vida dos demais países da união, não fará sentido criminalizar um comportamento que pode ser levado a cabo, livre e muito facilmente, no país vizinho;
- Só se deve concluir no sentido da criminalização de um comportamento quando se conclua que dessa forma se previne a sua ocorrência e que tal criminalização não acarreta, como vem sendo o caso, consequências disfuncionais significativas. É insuficiente bastarmo-nos com a estrita proibição do aborto quando se sabe que esta proibição é totalmente ineficaz. Tal norma serve apenas para tranquilizar a consciência;
(continua)
Admiro a clareza que é proporcionada pela moderação. Eu não consigo. Talvez consiga, mas tenho que fazer um grande esforço.
Que simpático !
Mas sabes que o resultado aparentemente moderado também resulta de esforço pessoal, sendo a escrita para mim exactamente esse exercício de (auto)balizamento.
Outros pressupostos,seguramente de registar:
-Seguramente, todos os portugueses sao contra o aborto.Pq?
Seguramente porque todos consideram que se está a eliminar uma vida.
-Seguramente o unico efeito da legalizaçao do aborto, é a sua banalizaçao,resultante na crescente valorizaçao do estilo de vida dos pais sobre a vida do próprio filho.
Seguramente que a vida de um filho tem mais valor que o estilo de vida dos pais.
-Seguramente que esta lei funciona, quando uma mãe que está na dúvida entre fazer ou não um aborto, tem a lei a pesar do lado do não.Além de a proteger de pressões exteriores.
-Seguramente que está na hora de nos deixarmos de guiar pela mediocridade, fazendo da legalizaçao de um problema, a solução do mesmo.
Está na hora de nos confrontarmos com as nossas responsabilidades e problemas e atacá-los pela raiz.
Está na hora de deixarmos de seguir os outros, porque é isso que nos faz ficar para o fim.
Sejamos nós a dar o exemplo!
Seguramente que só assim conseguiremos chegar a frente.