Aborto (II)

Quinta-feira, 18 Janeiro 2007

Alguns pressupostos básicos que me parecem de registar:

- A vida do embrião encerra um valor que é e deve ser estimado pela comunidade;
- Porém, a paternidade e a maternidade devem ser plenamente assumidas e responsáveis antes e depois do nascimento. Cabe às mulheres e ao homem o poder de planear as suas vidas e de terem os filhos que pretendem.
“Ser mãe e ser pai é um projecto, ser criança desejada é um direito”;
- No actual contexto de crescente integração europeia e de crescente aproximação aos padrões de vida dos demais países da união, não fará sentido criminalizar um comportamento que pode ser levado a cabo, livre e muito facilmente, no país vizinho;
- Só se deve concluir no sentido da criminalização de um comportamento quando se conclua que dessa forma se previne a sua ocorrência e que tal criminalização não acarreta, como vem sendo o caso, consequências disfuncionais significativas. É insuficiente bastarmo-nos com a estrita proibição do aborto quando se sabe que esta proibição é totalmente ineficaz. Tal norma serve apenas para tranquilizar a consciência;

(continua)

3 Comentários for 'Aborto (II)'

  1.  
    02/7/07 | 16:27
     

    Admiro a clareza que é proporcionada pela moderação. Eu não consigo. Talvez consiga, mas tenho que fazer um grande esforço.

  2.  
    02/7/07 | 23:18
     

    Que simpático !

    Mas sabes que o resultado aparentemente moderado também resulta de esforço pessoal, sendo a escrita para mim exactamente esse exercício de (auto)balizamento.

  3.  
    andre
    02/8/07 | 0:54
     

    Outros pressupostos,seguramente de registar:
    -Seguramente, todos os portugueses sao contra o aborto.Pq?
    Seguramente porque todos consideram que se está a eliminar uma vida.
    -Seguramente o unico efeito da legalizaçao do aborto, é a sua banalizaçao,resultante na crescente valorizaçao do estilo de vida dos pais sobre a vida do próprio filho.
    Seguramente que a vida de um filho tem mais valor que o estilo de vida dos pais.
    -Seguramente que esta lei funciona, quando uma mãe que está na dúvida entre fazer ou não um aborto, tem a lei a pesar do lado do não.Além de a proteger de pressões exteriores.
    -Seguramente que está na hora de nos deixarmos de guiar pela mediocridade, fazendo da legalizaçao de um problema, a solução do mesmo.
    Está na hora de nos confrontarmos com as nossas responsabilidades e problemas e atacá-los pela raiz.
    Está na hora de deixarmos de seguir os outros, porque é isso que nos faz ficar para o fim.
    Sejamos nós a dar o exemplo!
    Seguramente que só assim conseguiremos chegar a frente.

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