Quem percorre as estradas nacionais a partir do Porto depara-se com bermas repletas de habitações que aí crescem e se instalam de forma desregrada.
As pessoas que moram em tais casas não têm sequer passeios que lhes permitam sair sem desembocarem de imediato nessas vias todos os dias percorridas por milhares de carros e camiões.
São estas estradas nacionais que nos dão a imagem do país que, não vivendo nas grandes cidades, vive à sua porta, colados às suas vias de acesso e num limbo vivencial, sem que usufruam quer das vantagens de quem vive num centro urbano, quer das vantagens de quem vive em verdadeiro meio rural.
Contudo, se nos afastarmos dessas vias e experimentarmos a alternativa dos caminhos secundários, somos ainda surpreendidos por estradas rurais marginadas designadamente por carvalhos, espigueiros e grandes casas rurais relativamente bem conservadas.