As velas ardem até ao fim

Terça-feira, 9 Fevereiro 2010

“Enquantam dançavam, conversavam, e os olhos da mulher enchiam-se de lágrimas. O rei parou com a dança. Fez reverência, beijou a mão da mulher e acompanhou-a até à outra sala, onde a comitiva aguardava num semicírculo. Conduziu a mulher ao oficial da guarda e voltou a beijar-lhe a mão.

- De que estavam a falar?… - perguntou mais tarde, muito mais tarde, o oficial da guarda à esposa.

Mas a mulher não lhe disse. Ninguém soube o que o rei disse à mulher que veio do estrangeiro e começou a chorar durante a dança.”

Sándor Márai

Há livros que parecem queimar-nos as mãos. Uma vez iniciados, temos de os ler inteiros, animados por uma compulsão quase visceral.

5 Comentários for 'As velas ardem até ao fim'

  1.  
    02/10/10 | 15:43
     

    Foi o que me aconteceu ontem com “Seda” de Alessandro Baricco :)

  2.  
    02/10/10 | 18:16
     

    ‘As velas ardem até ao fim’ foi o meu primeiro de livro de Marai, na altura em que só havia esse traduzido.
    Quase logo a seguir, fui à Hungria e trouxe todos (!) os outros, em francês e em inglês.
    Há alguns, os das edições de bolso, que me acompanharam nas minhas viagens mundo fora.
    É compulsivo, sim, e não é o único…!
    Boas leituras!!! :D

  3.  
    Bi
    02/10/10 | 19:40
     

    Fiquei com vontade de lê-lo!

  4.  
    02/12/10 | 15:09
     

    Também gostei muito desse livro.

  5.  
    02/12/10 | 22:09
     

    Gostei muito. Mas ainda mais do “A mulher certa”.

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